Regional contesta municipalização
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terça-feira, 09 de setembro de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O diretor da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, declarou ontem que foi ''precipitada'' a forma como foi divulgada a proposta de municipalização dos hospitais da Zona Norte (HZN) e da Zona Sul (HZS) de Londrina, aprovada na 8 Conferência Municipal de Saúde, no último fim de semana. ''Da forma como foi informado na imprensa, tem-se a compreensão de que (a municipalização) já é algo certo, só que não é bem assim'', apontou ele.
Segundo Martin, a municipalização dos dois hospitais está condicionada a uma série de fatores, como a realização de um diagnóstico das necessidades do público atendido e das possibilidades das duas instituições, a avaliação dos custos do processo e a ampla discussão do assunto entre profissionais da área. ''É preciso definir o papel destes hospitais nos sistemas de saúde local e regional. Além disso, é necessário discutir a ampliação do atendimento na rede básica, visto que 60% dos atendimentos no HZN e no HZS são procedimentos que poderiam ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)'', considerou o diretor.
Martin frisou que a municipalização deve ser estudada com calma, visto que ''a transferência da administração do Estado para o município não significa que serão resolvidos os problemas de falta de investimentos''.
A diretora-executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Margaret Shimiti, não concorda que a divulgação da proposta de municipalização tenha sido ''precipitada'', e lembrou que foi citado o estudo que o Conselho de Saúde fará sobre a idéia, a ser apresentado em 60 dias.
''Foi apenas uma proposta da Conferência, assim como foi aprovada uma série de outras coisas. Ninguém falou que seria imediata'', disse ela. A diretora lembrou que todos as questões levantadas por Martin, incluindo os tópicos custeio e investimento, já estavam previstas para serem consideradas no estudo.


