Curitiba - O último caso de raiva humana transmitida por cão registrado no Paraná aconteceu em 1975, assim como o último registro de raiva causada por morcego aconteceu em 1987, ou seja, há 23 anos. Apesar da doença estar controlada no Paraná, a raiva é uma doença preocupante: em praticamente 100% dos casos a vítima vai a óbito. Preocupada com a situação, a Secretaria Estadual de Saúde promoveu nesta semana em Curitiba um encontro com representantes das 22 regionais do Estado. Foram debatidos o controle da raiva animal e a padronização das ações a serem adotadas diante da presença de morcegos no meio urbano.
''Os casos de raiva humana realmente são poucos, mas as agressões são muitas'', justifica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva, Marcelo Wada. O Brasil registra por ano cerca de 450 mil pessoas que procuram assistência médica porque tiveram contato com algum animal - cão, gato, macaco, morcego - que poderia estar contaminado com a raiva. No Paraná, são em média 30 mil pessoas por ano.
O morcego é o principal reservatório do vírus e não são apenas os hematófagos (que se alimentam de sangue), que podem ser raivosos. O maior problema acontece na área rural, onde os hematófagos transmitem a doença para animais de produção (bois, cavalos, porcos), que acabam morrendo. Nas cidades, são os morcegos insetívaros (que se alimentam de insetos) e frutíveros (que comem frutas) que preocupam.
A orientação para a população é para que não tente pegar o morcego, a não ser que ele esteja morto e sempre com as mãos protegidas por luva. Se o morcego estiver vivo, o ideal é chamar o CCZ ou Vigilância. Quem tiver algum contato com o animal, se tiver sido mordido ou arranhado, deve procurar o serviço de saúde e fazer o tratamento, à base de soros e vacinas.
No Paraná, este ano, foram detectados dois casos de morcegos positivos para a raiva, em Quedas do Iguaçu e em Londrina.

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