Curitiba - O governo estadual pretende implantar um Centro de Atenção Psicosocial (Capis) de saúde mental em cada uma das 22 regionais de saúde. A afirmação foi feita ontem, pelo secretário de Estado de Saúde, Cláudio Xavier, na abertura da 1 Conferência de Saúde Mental do Hospital Colônia Adauto Botelho, de Curitiba. Atualmente, o Paraná possui nove unidades do Capis com essa função.
Os centros de atenção fazem parte da nova política de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS), adotada pelo governo estadual. A coordenadora estadual de Saúde Mental no Paraná, Cleuse Brandão Barleta, disse que o governo está incentivando as prefeituras para que implantem programas de saúde mental extra-hospitalares.
''É preciso habilitar a sociedade para conviver com as diferenças. A base da saúde mental passa a ser o atendimento comunitário'', afirmou. No ano passado, o Paraná gastou R$ 44 milhões em internações psiquiátricas e apenas R$ 2 milhões em serviços ambulatoriais.
A conferência, que termina hoje, está discutindo qual o papel que o Hospital Adauto Botelho passa a ter para a comunidade, explicou Cleuse. ''O atendimento hospitalar está no pico da hierarquia de tratamento, na qual a base é o atendimento comunitário '', relatou. Segundo ela, as diretrizes de internamento hospitalar também mudaram. ''Agora os cuidados estão centrados no usuário, na necessidade de cada pessoa'', afirmou.
O Hospital Adauto Botelho tem 291 leitos e é referência estadual no tratamento mental. No entanto, o governo estadual quer incentivar a criação de outros centros regionais para atendimento. A concentração do atendimento psiquíco na Região Metropolitana de Curitiba é bastante grande: são 2.544 dos 4.984 leitos conveniados ao SUS no Paraná.

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