Segundo informações da FEL, empresa responsável pela instalação dos equipamentos não tem peças para reposição
Segundo informações da FEL, empresa responsável pela instalação dos equipamentos não tem peças para reposição | Foto: Marcos Zanutto


A Prefeitura de Londrina pretende instalar 11 academias ao ar livre no segundo semestre de 2018, ao custo de cerca de R$ 275 mil, dinheiro proveniente de emendas parlamentares. Segundo Claudemir Fattori, diretor Técnico da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), os locais para receberem as estruturas são direcionados pelos vereadores, pois são eles que costumam conseguir este tipo de verba junto aos deputados estaduais. "É o próprio vereador que vê o local junto com o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e Secretaria de Obras. O que a FEL faz é o armazenamento (dos equipamentos) e questão de documentação junto ao Governo do Estado", pontua.

Parte das novas estruturas deverão ser instaladas na rua Paranaguá, esquina com a avenida da Saudade, no jardim Higienópolis; na rua Araruana com a rua Itaipu, Vila Casoni, região central; rua Rosane Wainberg esquina com Emílio Mahler, no jardim Nova Esperança; Parque Ecológico Municipal Daisaku Ikeda, na zona sul; rua Joel Braz de Oliveira com Silvio Correia da Silva, jardim Monterey; rua Augusto Severo com Comandante João Ribeiro, Novo Aeroporto, zona leste.

A Secretaria de Obras é a responsável por fazer os projetos e calçamento dos espaços que recebem as academias. O setor de Projetos da pasta elaborou o plano para instalação de dez, das 11 academias informadas pela FEL. Após esta etapa, os documentos foram direcionados para a área de Edificações Públicas da secretaria, que fará a instalação. A reportagem não conseguiu contato com o encarregado pelo setor para ter ciência sobre o cronograma para colocação das peças nos bairros.

MANUTENÇÃO
De acordo com o presidente da FEL, Fernando Madureira, as academias, depois de instaladas, não têm manutenção. Ele justifica isto ao fato de o contrato do Governo do Estado com a empresa responsável, que direciona as estruturas diretamente para os municípios, não contemplar a assistência. "Alguns ajustes conseguimos fazer, mas as peças para reposição a própria empresa não vende. Se estragou precisa tirar o equipamento", afirma.

Recentemente, a academia ao ar livre do residencial Vista Bela, na zona norte, foi totalmente removida por estar sem condição para uso dos moradores. "Geralmente são as associações de bairros que nos comunicam sobre o estado das academias. Manter estas peças é uma grande dificuldade", reconhece.

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