Regina Tokano: heroína da juventude
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A vida cristã com todas as suas privações mas também com as alegrias do servir ao próximo foi vivida por Regina Sakura Tokano. Filha de japoneses budistas, foi convertida ao catolicismo na adolescência e batizada com o nome ''Maria Regina'', escolhido por ela em homenagem à Mãe de Deus. O lema ''Amar pelo servir a Maria em prontidão filial'', do Movimento Apostólico de Schoenstatt (ligado à Igreja Católica) foi adotado por ela e seguido durante toda sua vida. Morta em 1966 aos 23 anos, ela é considerada ''heroína da juventude de Schoenstatt''. Isso significa que Regina é um modelo a ser seguido.
O Movimento de Schoenstatt no Brasil considera 23 heróis ou heroínas e somente Regina é de descendência japonesa. Ela nasceu no dia 12 de fevereiro de 1943, em Jataizinho (Norte). Após concluir o Curso Normal, em 60, ingressou no curso de História na antiga Faculdade de Filosofia de Londrina (hoje Universidade Estadual de Londrina). Mudou-se para Londrina e ficou hospedada no pensionato do Colégio Mãe de Deus, onde conheceu Schoenstatt.
Ingressou na juventude feminina do movimento e gostava de passar várias horas rezando na Catedral e no Santuário do colégio. A experiência vivida no pensionato fez despertar uma nova vocação: a vida religiosa. No entanto, a negativa dos pais fez a jovem desistir do ideal e retornar à casa da família, que havia se mudado para Uraí (Norte), em 64, depois da conclusão dos estudos. Assumiu as aulas de História do curso de 2º grau.
Como professora, nas férias de julho de 66 acompanhou uma turma de alunas a Curitiba. Na Capital, foi vítima de aneurisma e morrendo em 5 de julho. O seu corpo foi enterrado em Uraí. Em seu diário, guardado na sede no movimento, estão registrados seus pensamentos, considerados heróicos.
O primeiro deles, escrito em fevereiro de 64, oferece a sua vida em troca do fim do exílio do fundador do movimento, padre José Kentenich. ''Mãezinha, como pertenço à 3 geração fundadora, quero ofertar-te minha vida para defender nosso Pai e Fundador.'' Por determinação da Igreja, padre Kentenich estava afastado da sua fundação desde 51. De origem alemã, foi enviado aos Estados Unidos onde permaneceu até 65. Depois do Concílio Vaticano 2º, ele foi recebido pelo Papa Paulo VI, que reconheceu a sua obra.
Por sugestão dos professores de Uraí, a única escola de Ensino Médio foi ''batizada'' com o nome de Colégio Estadual Regina Tokano. Durante a sua curta passagem por Uraí, ela confiou um desejo a uma vizinha, também professora Neuza Cirino Rosa: ''Que em Uraí houvesse uma capelinha em honra à Mãe de Jesus''.
Por isso, em 87 foi construída no terreno da escola uma capela em homenagem à Mãe, Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Anualmente, é celebrada uma missa no dia do aniversário da morte de Regina.


