Região terá mais cinco CAPS
Para absorver o contingente de pacientes ''órfãos'' dos hospitais psiquiátricos - que estão sendo gradativamente desativados -, o Estado está apostando suas fichas nos Centros de Atendimento Psicossociais (CAPS). Atualmente, há cerca de 20 deles em funcionamento no Paraná e quase o mesmo número em fase de credenciamento. Entretanto, o diretor de sistemas de saúde do Estado, Gilberto Martin, admite que seria necessário um número quatro vezes maior de centros do gênero.
''Houve uma redução abrupta de mais de 1 mil leitos de hospitais psiquiátricos no Estado, sem que tivéssemos na mesma velocidade a oferta de serviços extra, como os CAPS, ambulatórios de saúde mental, residências terapêuticas'', explica Martin. Ele ressalta que o Estado pode apenas estimular e financiar a criação dos CAPS, já que eles são de iniciativa dos municípios.''Sai muito mais barato manter um CAPS do que um hospital psiquiátrico'', compara.
Em Londrina, existem hoje três CAPS: um infantil, um para pessoas com transtornos decorrentes do álcool e outras drogas e o chamado CAPS 3, único em todo o Estado que funciona 24 horas. O Município calcula que a cidade comportaria mais quatro desses centros.
A coordenadora regional de Saúde Mental do Estado, Lorelai Keller Araújo, informou que em até três meses a região poderá contar com mais cinco CAPS. Já estão em fase de credenciamento dois centros em Ibiporã (adulto e infantil), dois em Rolândia (adulto e dependentes químicos) e um em Cambé (adulto), onde já existe um CAPS infantil. ''A proposta é que nos municípios onde não puder haver um CAPS haja uma Unidade Básica de Saúde com equipe especializada para tratar portadores de transtornos mentais'', declarou a coordenadora.(V.N.)





