Região registra aumento na violência
Há quem defenda que a instalação de presídios proporcione segurança para a localidade onde são construídos. Entretanto, desde a inauguração da Penitenciária Federal de Catanduvas, até o ano passado, os números das estatísticas regionais de criminalidade mostram o contrário.
O município faz parte da 11 área integrada de segurança pública (Aisp), composta por 24 cidades da região de Cascavel. Dados oficiais apontam aumento no número de crimes nessa Aisp nos últimos anos, em patamares até mais elevados do que a média registrada no Estado.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), no ano passado ocorreram 173 homicídios nessa área. Em 2007, ano seguinte à instalação do presídio, foram registrados 124 assassinatos. Ou seja, em três anos, a incidência de homicídios na região aumentou 40%, variação superior à do número de assassinatos no Paraná inteiro, que cresceu 24% nesse período. Os índices de furtos, roubos e crimes de ameaça também aumentaram mais na 11 Aisp.
Moradores de Catanduvas relatam que a sensação de falta de segurança aumentou no município, mas isso não está relacionado à instalação do presídio. ''A penitenciária não ofereceu mais nem menos segurança'', afirma o historiador Adelar Paganini.
A atual gestão da Sesp, que assumiu no início de 2011, informou que pretende contratar 695 policiais civis e 2 mil militares para reforçar a segurança em todo o Paraná. Entretanto, ainda não foi detalhado como esse efetivo será distribuído pelo Estado. A única definição é que 500 dos novos PMs atuarão em um batalhão na região da Tríplice Fronteira, o que deverá proporcionar atendimento aos municípios da área de Cascavel. (F.G.)





