Os dois últimos casos de dengue registrados pela Secretaria Municipal de Saúde também são importados, como os cinco anteriores confirmados este ano. Segundo a diretora de Epidemiologia e Informações em Saúde, Josemari de Arruda Campos, os dois casos são originados no Mato Grosso e foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), na última sexta-feira (dia 24).
O primeiro é de uma dona-de-casa, de 65 anos, residente na região central. Ela passou quase todo o mês de janeiro em Juina, Mato Grosso. Nesta data, em viagem a Caldas Novas, em Goiás, passou a sentir os sintomas da doença: febre alta; dores de cabeça, nos olhos, musculares, nas juntas; manchas pelo corpo e diarréia. Chegando em Londrina no dia 6, procurou um médico particular que colheu o sangue e não notificou a secretaria. No dia 8, o laboratório Labmed informou a secretaria que tomou as providências para o bloqueio da transmissão da doença.
O outro caso é de um estudante de 19 anos, morador do jardim Bandeirantes, região oeste, e que esteve em Rondonópolis, Mato Grosso. Ele foi atendido na Unidade Básica de Saúde do Jardim Bandeirantes.
A diretora de Epidemiologia informou que a cidade apresenta 217 notificações, sendo que deste total, além dos sete casos importados confirmados, 83 já foram descartados. Do total de notificações, 62 foram registradas na região oeste; 51 na norte; 41 na sul; 36 na leste; 23 na região central e quatro nos distritos rurais.
''Na região Oeste, que apresenta o maior número de notificações e infestação do mosquito, a Secretaria de Saúde realizou nas últimas semanas, bloqueio de transmissão, com aplicação de inseticida conhecido como fumacê portátil'', explicou Josemari.
Ela também reforçou a necessidade das clínicas privadas notificarem a Secretaria para que seja feito o bloqueio da transmissão.

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