Região Norte foi a mais explorada
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quinta-feira, 21 de setembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
A qualidade da terra roxa e o valor comercial de sua madeira fizeram do Norte a região mais explorada do Paraná a partir da década de 40. De acordo com o levantamento mais recente feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em 1988, dos 29 municípios avaliados nesta área Bela Vista do Paraíso (7,09%) e Londrina (7,04%) são os que têm a maior cobertura vegetal em relação a extensão territorial. A quantidade de mata existente em Flórida (49 km ao norte de Maringá) era tão pequena que o satélite não conseguiu registrar, por isso sua porcentagem no levantamento ficou em 0%.
Para preservar o que ainda resta e recuperar um pouco do que foi destruído o governo estadual lançou ano passado o decreto 387 que institui o Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente. Ele obriga os produtores rurais a destinar 20% da propriedade à vegetação natural e manter intocáveis locais de preservação permanente como matas ciliares, topos de morro e cabeceiras de rios, como também determina o Código Florestal.
Conforme o decreto 387, o agricultor terá 20 anos para recompor o meio ambiente. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) auxilia o proprietário rural na obtenção da averbação da área em cartório.
Segundo o advogado do IAP-Londrina, José Augusto Ferraz, o produtor que não cumprir a lei estará sujeito a uma ação civil pública, multa administrativa entre R$ 100 e R$ 300 por hectare ou fração aplicada pelo IAP e prisão de seis meses a um ano mais multa (lei de crimes ambientais 9.605/98).
Além da assessoria técnica, o IAP atua em três frentes: fiscalização, recuperação e criação de unidades de conservação. O maior problema, segundo a engenheira florestal, Raquel Fila Vicente, é a falta de material humano e equipamentos. Há muito para se fazer, mas temos que trabalhar com as prioridades.


