História e lenda se misturam no Guartelá. Um exemplo é a versão sobre a origem do nome Guartelá. Conta a lenda, reproduzida por historiadores, que no século XVII a região servia de local de caçada para os índios, que não faziam diferença entre os veados e capivaras e o gado criado pelos homens brancos. Um morador de Tibagi, sabendo de um ataque dos índios, mandou um recado para o compadre, também dono de rebanhos: ‘‘guarda-te lá que eu cá bem fico’’. Da abreviação da frase teria surgido o nome Guartelá.
Uma atividade que marcou para sempre o Guartelá foi o tropeirismo. Caminho entre Viamão e Sorocaba, passaram pela região entre os séculos XVIII e XIX tropas de mulas conduzidas pelos tropeiros. Um museu guarda objetos usados nas longas viagens.
Outros caminhos do parque levam a grutas e esculturas de arenito esculpidas pela natureza. Nas rochas, há marcas de tribos que passaram pelo Guartelá há pelo menos 2 mil anos. As pinturas rupestres compõem importante sítio arqueológico.
O trabalho de educação ambiental desenvolvido pela administração do parque é considerado o caminho para impedir a degradação do lugar. O acesso dos turistas é orientado e disciplinado. Abrindo os caminhos do parque para o turismo ecológico, o governo do Paraná pretende transformar os visitantes em parceiros na luta pela preservação da região do Guartelá.

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