Região de Maringá registrou duas mortes
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segunda-feira, 18 de setembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
Na estrada que liga Maringá a Paiçandu, um dos trechos mais movimentados e perigosos da região Noroeste, houve duas mortes. De janeiro a agosto deste ano, 113 pessoas morreram em rodovias da região de Maringá. No mesmo período do ano passado foram 109 mortes, segundo dados da 4ª Companhia da Polícia Rodoviária.
O acidente entre Maringá e Paiçandu foi no domingo à noite causando a morte de Flávio José Alves, 34 anos, e Rosemara Salvalaggio, 26, que estavam em um Santana, placa de Ivatuba. Flávio conduzia o carro quando bateu na lateral de um caminhão Mercedes-Benz, placa de Curitiba, dirigido por João Alves dos Santos, 46 anos. O motorista do caminhão sofreu ferimentos leves.
A Secretaria Municipal de Transportes (Setran) montou uma exposição que vai estar aberta à visitação durante a semana no estacionamento da prefeitura. O Pelotão de Trânsito do 4º Batalhão da Polícia Militar vai realizar blitz educativas durante toda a semana e o Setran preparou cartilhas educativas para serem distribuídas aos alunos das escolas municipais.
Para o secretário municipal de Transportes, Sidney Telles é difícil quantificar o resultado de uma campanha de conscientização no trânsito. Segundo Telles, a melhoria do sistema viário com a implantação dos semáforos ciclovisuais e os radares foram decisivos para forçar a educação do motorista no trânsito urbano.
Em 1998, o Pelotão de Trânsito registrou 61 mortes. No ano passado, foram 39 vítimas de acidentes, número que foi reduzido após junho com a implantação dos radares. Em locais mais críticos como a Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376 que corta a cidade, Telles informou que em 1998 foram nove mortes, contra duas no ano passado e nenhum registro de vítima fatal até agora.
Nas estradas da região, entre janeiro a agosto de 1999, foram 1.390 acidentes com 1.183 feridos, contra 1.267 acidentes no mesmo período deste ano e 1.141 pessoas feridas. Apesar da sensível redução no número de acidentes e feridos, as quatro mortes a mais revelam situações mais violentas provocadas principalmente pela imprudência dos motoristas, como excesso de velocidade, e a precariedade das estradas estaduais da região Noroeste.


