Região de Curitiba registra 24 homicídios em dois dias
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Thiago Alonso<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A violência foi a marca do final de semana em Curitiba e região metropolitana. Entre as madrugadas de sábado e de ontem, o Instituto Médico Legal (IML) registrou 33 mortes em toda a região. A maior causa dos óbitos foi ferimentos por arma de fogo.
Desde o final de semana das eleições para prefeito e vereador, em outubro do ano passado, quando foram registrados 21 homícidios, a Capital e Região Metropolitana de Curitiba (RMC) não viviam um final de semana tão violento.
Do total de mortes no último final de semana, 21 pessoas foram vítimas de disparos e três de armas brancas. As outras mortes foram causadas por agressão física, acidente de trânsito, queda e queimadura.
Apenas no domingo, 22 corpos deram entrada no IML e, segundo informações, o movimento causou um princípio de tumulto no local. O plantão do IML informou que não houve qualquer confusão e que o trabalho transcorreu normalmente, mesmo com o grande movimento.
No sábado, o IML registrou a entrada de nove corpos. Desses, seis mortes foram causadas por arma branca. Dos 33 registros no final de semana, 10 corpos não foram identificados. Entre os casos, está o assassinato do vigilante Abimael Fanini de Campos, 52 anos, chamou a atenção pela violência do homicídio, ocorrido no domingo, no Bairro Alto, em Curitiba.
Vítima de um assalto a seu veículo, o vigilante teria reagido e foi baleado. Campos foi morto com três tiros, na cabeça e no peito. O filho de 11 anos ficou ferido no braço, mas passa bem. A esposa do vigilante estava trancando a casa e não sofreu ferimentos.
A família se preparava para viajar ao Litoral quando foi abordada na porta de casa por dois homens, que deram voz de assalto. Para evitar o veículo fosse roubado, Campos engatou a ré para tentar fugir. Com a reação do motorista, os assaltantes começaram a disaparar. Já ferido, o vigilante ainda teria se jogado na frente do filho para evitar que ele fosse atingido. Depois do homicídio, os bandidos fugiram.


