Região de C.Mourão tem 8 favelas em áreas de proteção
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quarta-feira, 02 de agosto de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
A região de Campo Mourão tem pelo menos oito favelas em áreas de preservação ambiental. Os barracos foram construídos às margens de rios, onde deveria existir somente a mata ciliar. O levantamento foi feito pelo escritório regional da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) em Campo Mourão para a construção de novas unidades de desfavelamento através do Programa Paraná Solidariedade.
Juntas, as oito favelas têm mais de 500 barracos. Cerca de 350 ficam na Favela São Francisco de Assis, em Campo Mourão. As outras estão em Ubiratã (55), Mamborê (36), Iretama (30), Peabiru (20), Farol (20), Rancho Alegre do Oeste (16) e Juranda (12). Através do programa, a Cohapar quer acabar com a ocupação ilegal dessas áreas em sete municípios. Restaria a favela São Francisco, de Campo Mourão, cuja primeira etapa do projeto prevê a construção de apenas 40 casas, suficientes para a substituição de pouco mais de 10% dos barracos.
A favela fica às margens do Rio km 119. Segundo o chefe local da Cohapar, Sebastião Carlos Mauro, a prioridade é atender às cidades menores. Campo Mourão só entrou porque a favela é muito grande, explica Mauro.
Em Ubiratã, onde a favela fica às margens do Rio Água Grande, a previsão é que as obras do novo conjunto sejam iniciadas já no mês que vem. A maioria ainda depende da definição de terrenos. Todas essas cidades já estão com convênios liberados, diz Mauro.
As casas terão 29 metros quadrados e prestações mensais de R$ 18,00. Ainda durante a construção das casas, os futuros moradores vão participar de cursos profissionalizantes, de higiene e de preservação ambiental. Cada conjunto terá um centro de formação profissional em anexo.


