Refrigerantes da Hugo Cini estão entre poucos produtos que resistem
Refrigerantes da Hugo Cini estão
entre poucos produtos que resistem
Marcelo Almeida
Fundada há 94 anos por um imigrante italiano, a indústria de refrigerantes Hugo Cini se profissionalizou e só cresceu nesse período: a tradicional gengibirra se espalha pelo Brasil e alcança o Paraguai. O guaraná já conquistou o JapãoOs filhos de Hugo Cini,
hoje diretores,
trabalhavam na linha de
produção, fechando garrafas
Com um pé no Japão, a empresa Hugo Cini guarda apenas no nome e na vontade em se expandir as características da fábrica fundado pelo pioneiro, o imigrante italiano Egizio Cini. A empresa, que completou 94 anos de existência, deixou há muito tempo de produzir refrigerantes da forma artesanal, sistema que funcionou para sedimentar a marca no mercado curitibano e paranaense.
Hoje, o tradicional refrigerante de gengibirra ou de framboesa chega a todo Paraná, Santa Catarina, Rondônia e São Paulo. Além de exportar o refrigerente de guaraná para o Japão, a Cini vende toda a sua linha para o Paraguai. E este ano, a empresa espera alcançar o Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro e Goiânia. A nossa empresa vislumbra novos segmentos e espaços no mercado, diz o diretor comercial Ricardo Saltini.
Ele conta que a empresa começou a crescer quando o filho de Egizio, Hugo Cini, registrou a marca e aumentou a produção. Temos hoje 94 anos de registro, mas de produção devemos estar próximos dos 100 anos, diz. Da sua fundação até quatro anos atrás, a Cini manteve, com pequenas alterações, a mesma forma de produção de seus principais sabores: gengibirra, framboesa, limão e laranja. Tempos atrás, até os filhos de Hugo Cini, hoje diretores, envasavam o produto com funil, fechando a garrafa (parecidas com as de cerveja) com pesadas prensas.
Atualmente, toda a produção da empresa é automatizada, com pouco manuseio no produto. O nosso funcionário abandonou o funil, passando a apertar os botões das máquinas, que fazem quase tudo de forma computadorizada, conta Saltini. Essa mudança fez com que a empresa aumentasse a produção. Hoje, vendemos em um dia o que comercializávamos em um mês, há cinco anos, diz. A produção anual da empresa é de 2,5 milhões de caixas.
Por causa da profissionalização no processo de fabricação, a Cini vem investindo em pesquisa para ampliar a oferta aos consumidores. No último ano, lançamos novos sabores - guaraná, abacaxi e tangerina. Para agosto, vamos colocar no mercado um novo sabor, que terá tamanhos diferentes de embalagem, diz. Outra meta da empresa é ampliar a presença em outras partes do Brasil. Queremos conquistar o mercado nordestino, por isso estamos estudando uma campanha agressiva, avisa.
Vamos crescer mantendo a tradição como produto paranaense e a qualidade que carateriza os nossos produtos, diz. Hoje, o velho refrigerante de gengibirra ainda guarda a técnica de extração do sabor do gengibre. Durante todo um ano, a raiz permanece em tonéis, que mais tarde são usados na fabricação do produto.(I.R.)





