Um dia depois da rebelião na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) ainda não sabia dizer quando começam as obras de restauração do pavilhão atingido pelo motim. Ontem, técnicos e o diretor do Depen, Pedro Marcondes, além de peritos do Instituto Médico-Legal e do Instituto de Criminalística estiveram na PEL fazendo levantamentos.
Marcondes disse que as obras de restauração dependeriam do levantamento técnico emitido pelos engenheiros do Departamento e liberação de verbas do Estado. O diretor da PEL, Dyson Ferreira de Pinho, contou que, ainda ontem, seria feita a cobertura do telhado danificado na rebelião.
A polícia técnica fez a perícia no local e, segundo o engenheiro Luís Noboru Marukawa, perito do Instituto de Criminalística do Paraná, os danos não foram de grande monta. O laudo dos exames no local de danos ao patrimônio público depende, ainda, de uma análise dos projetos estruturais do pavilhão. Ele pediu os projetos aos engenheiros do Depen, e espera recebê-los na próxima semana. Este laudo será utilizado no processo criminal que foi instaurado ontem no 6º Distrito Policial.
O arquiteto Ilton Bittencourt e o engenheiro Sérgio Cat, do Depen de Curitiba, vistoriaram a Penitenciária para levantar a quantidade de material que deverá ser utilizado na reforma. O laudo do material será enviado ao Departamento Estadual de Construção Obras e Manutenção (Decom), que vai fazer o orçamento e a licitação das obras. Os técnicos concordam com o parecer da polícia técnica e dizem que os estragos não foram tão grandes se comparados a outras penitenciárias atingidas por motins. Eles não souberam dizer quando sai a autorização para a reforma.
Os detentos envolvidos na rebelião, segundo o diretor do Depen, Pedro Marcondes, deverão responder processos criminal e disciplinar. O processo disciplinar acontece na penitenciária, pelo Conselho Disciplinar – presidido pelo diretor da PEL – dentro das normas estabelecidas pelo Estatuto Penitenciário do Paraná. Os depoimentos do processo disciplinar começaram a ser ouvidos ontem e, na próxima quarta-feira, será realizado o julgamento.
O processo criminal é movido pelos danos causados ao patrimônio público, que segundo Marcondes, corresponde a crime de dano qualificado. O delegado do 6º Distrito, Algacir Antônio Ramos, responsável pelo inquérito policial, começa a ouvir os envolvidos na próxima semana.
Pedro Marcondes elogiou a ‘‘rápida ação e o profissionalismo da direção da PEL’’ no combate ao motim. Ele concorda que a presença do Pelotão de Choque da Polícia Militar impediu que a rebelião tomasse maiores proporções. Para Marcondes, a proximidade da penitenciária com o Batalhão da Polícia Militar oferece vantagens na segurança do local.

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