Outro descarte inadequado que tem poluído os vales e terrenos de Londrina é o de resíduos da construção civil. Atualmente, são geradas cerca de 800 toneladas por dia deste lixo no município. De acordo com a legislação ambiental, os responsáveis pela destinação correta são os próprios geradores. ''Começamos a aplicar esta lei de maneira mais acentuada. Os donos das empresas de caçamba se organizaram e estão descartando numa área particular na Zona Leste, autorizada pelo IAP'', afirma Fábio Reali, diretor da CMTU.
Ele destaca, entretanto, que o maior problema são os pequenos construtores. ''Sabe aquela pessoa que reforma a casa por conta, ampliando um cômodo ou transformando a sala? Esta é que descarta inadequadamente, porque não vai querer pagar uma caçamba'', garante. Atualmente, o preço varia de R$ 70 a R$ 100. Um carroceiro cobra em média R$ 20.
Reali garante ainda que o município estuda a possibilidade de reciclagem ou reaproveitamento dos resíduos da construção civil. ''O suficiente é que, por enquanto, as pessoas façam o descarte correto. Quem não quer pagar, leve direto ao aterro. O importante é não descartar em fundos de vale, porque isto é crime ambiental'', afirma. De acordo com o artigo 38 da lei dos crimes ambientais, a pena para uma pessoa flagrada descartando lixo em fundos de vale vai de multa a detenção de um a três anos. (G.B.)

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