A Câmara de Vereadores de Londrina está promovendo reformas que devem consumir pelo menos R$ 52 mil, o equivalente a quase 10% do orçamento mensal do Legislativo, de R$ 559 mil. No ano passado, o plenário da Casa ganhou ‘‘cara nova’’ e, neste ano, já foram feitas mudanças na área administrativa e no gabinete da presidência. Também houve substituição da parte elétrica e foram corrigidos os vazamentos do prédio. Em julho, estão previstas melhorias na iluminação nos gabinetes dos 20 vereadores (o do presidente já foi reformado), além de colocação de gesso e forro.
O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), diz que não teme repercussão negativa da sociedade com os gastos da reforma, apesar da crise. ‘‘Estou gastando só 10% do que está previsto no orçamento deste ano para a Câmara’’, argumenta. Segundo ele, o orçamento do município prevê R$ 500 mil para a construção do anexo da Câmara, mas a obra não será realizada. ‘‘Se não faço as adequações, teríamos que fazer o anexo. Então, readequamos para economizar’’.
Ele afirma que as reformas são necessárias para garantir a preservação do patrimônio público, que tem 20 anos. Araújo diz que só os vazamentos fizeram a conta de água subir quase R$ 3 mil. ‘‘Agora já reduzimos’’, afirma. Ele calcula que nos três primeiros meses do ano, a economia geral chegou a R$ 100 mil.
A Câmara de Londrina recebe de 2,8% a 3% da receita do município. A presidência diz que o repasse poderia ser de 5%, como prevê a Constituição, mas na história do Legislativo, esse repasse nunca teria atingido 4%. No ano passado, a Câmara recebeu R$ 6,7 milhões para despesas com salários de vereadores, assessores e funcionários, além da manutenção da Casa.
Cada vereador recebe R$ 4,5 mil e tem direito a dois assessores - um parlamentar, com salário de R$ 1,6 mil, e outro de gabinete, que recebe R$ 1,1 mil. Não existe verba de representação, mas cada um tem uma cota de R$ 150,00 para selos e correspondências, além de direito a 500 cópias/mês. Não é possível retirar o dinheiro - só o produto.
O Legislativo tem dois veículos à disposição dos vereadores e seu quadro de pessoal é formado por 48 efetivos, 51 comissionados e 11 aposentados. A Câmara se gaba de ter um quadros ‘‘enxuto’’ de pessoal, cujo contingente tem se mantido estável nos últimos dez anos.
Não há pagamento para sessão extraordinária, mas em 95 e 96 a Câmara concedeu 13º aos vereadores, o que foi considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado. O 13º não foi pago em 97 e 98. (P.Z)Arquivo FolhaEm obrasO presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Renato Araújo (PPB): ‘Estou gastando 10% do previsto’’Patrícia Zanin

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