Reforma psiquiátrica é prioridade
O Ministério da Saúde admite a existência de problemas na condução do programa de saúde mental, o que é atribuido ''à demanda crescente no setor''. Segundo o coordenador do programa, Pedro Gabriel Delgado, o governo tem priorizado a criação dos Centros de Atenção Psicossocial no País, com um aumento de 424 unidades em 2002 para 1.541 unidades neste ano. No período, a cobertura dessas instituições à população brasileira passou de 21% para 63%.
A proposta do Caps é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários. Os Caps são serviços de saúde municipais, abertos, comunitários que oferecem atendimento diário.
Segundo o coordenador, o investimento em saúde mental no Brasil passou de R$ 619 milhões em 2002 para R$ 1,5 bilhão no ano passado, um aumento de 142%. Delgado lembrou a realização da 4 Conferência Nacional de Saúde Mental, que contou a participação de 1,5 mil pessoas, desde familiares a especialistas no assunto. Houve críticas ao modelo adotado até o século passado, que isolava o paciente para tratamento.
''A reforma psiquiátrica é um processo em curso e estamos avançando na oferta desse atendimento humanizado que, sem dúvida, gera muito mais benefícios ao paciente e à comunidade do que a internação longa em instituições psquiátricas'', afirma o coordenador do programa. (E.A.)





