A Secretaria Municipal de Obras deve concluir até o final da semana um levantamento que apontará os custos e o prazo para a reforma do Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina. O trabalho será organizado pela secretaria em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e deve ter início no começo de fevereiro.
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, explicou que serão feitas mudanças nas grades externas e nos banheiros, pintura e reforma do asfalto das três primeiras pistas do andar superior e de outros pontos. ''O piso precisa ser retirado e ter sua base recompactada, já que houve infiltração'', disse Freitas.
A reforma é anunciada exatamente na época em que o terminal vive um de seus piores momentos. Com a chuva insistente em Londrina, vários buracos abertos na pista estão acumulando lama e sujando as plataformas. No piso inferior, os veículos são obrigados a reduzir ainda mais a velocidade para acessar o terminal, já que a entrada apresenta duas grandes crateras, que também retêm sujeira e tornam o trecho quase intransitável para pedestres.
''Vejo gente limpando o lugar com frequência, mas não adianta nada. Os buracos ficam cheios de lama. Agora mesmo vi uma mulher ficar cheia de barro, porque um ônibus passou em cima de uma poça e levantou água. Também já vi muita gente de idade escorregando nas plataformas molhadas'', reclamou o auxiliar de frigorífico Benedito Gilberto Silva, que passa pelo terminal duas vezes por dia.
A fiscal de supermercado Izélia Leoncine, que trabalhou no terminal por quatro anos, aponta outro defeito. ''O banheiro é horrível, cheira mal, é sujo, está com as portas quebradas. O terminal todo está um lixo'', criticou. O presidente da CMTU, Wilson Sella, explicou que a reforma será realizada por etapas, de forma a não alterar a rotina do local.
Ontem pela manhã, ele esteve reunido com o prefeito Nedson Micheleti (PT) e representantes dos vendedores ambulantes da Rua Benjamin Constant, que atuam numa das calçadas em frente ao terminal. ''Eles foram apresentar seus problemas e seu medo de perder o ponto'', disse Sella. Na semana passada, a CMTU deu prazo de dez dias, que vence no dia 2 de fevereiro, para que os vendedores deixem o local.
Sella disse que o prazo a princípio está mantido, mas que numa reunião a ser realizada nesta semana a situação será melhor discutida.
Sella sustenta que a CMTU tem a idéia de tirar os vendedores do local ''a médio prazo''. ''A calçada é para transeuntes'', afirmou. A vendedora Lédina Mendes, membro da comissão que representa os ambulantes, disse que eles não têm a intenção de sair. Segundo informações da CMTU, nenhum dos 16 ambulantes que trabalham no local possui alvará.

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