Reforma no albergue vai demorar 60 dias
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sexta-feira, 24 de maio de 2002
Ana Paula Nascimento Reportagem Local 
A reforma no Albergue Noturno de Londrina deve demorar cerca de 60 dias. Essa é a avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Clóvis Coelho, que ontem fez uma vistoria prévia no local interditado desde quarta-feira pela Defesa Civil. Na visita, Coelho foi acompanhado pelo diretor do Sinduscon, Fernando Fabian, e dos engenheiros Márcio Queiroz e Eliseu Gheller. O laudo técnico deve ser entregue na próxima quinta-feira.
Previamente, Coelho assegurou que serão necessárias escavações na calçada e na parte da frente do prédio para se avaliar a extensão das infiltrações. Sugiro que a prefeitura realize em regime de urgência esse trabalho, que é fundamental para orientar a reforma do prédio, disse Coelho. Também foram observados problemas na rede de esgoto, decorrentes da mistura entre as tubulações de água pluvial e de caixa de gordura (por onde passam resíduos provenientes de tanques, pias e esgoto).
No porão do prédio, novas rachaduras nas paredes e nos pilares de sustentação. A porta emperrada na entrada do porão, que até a semana passada abria, deixou evidente que o piso superior cedeu. O aumento das fissuras está relacionado com as chuvas e o risco de ceder mais continua, disse Coelho.
Segundo ele, o prédio tem fundação frágil, feita de alvenaria e, por isso, suscetível à perda de estabilidade. O solo é argiloso e deve estar encharcado. Para aumentar a sua capacidade de sustentação, é necessária uma fundação profunda, com estacas e tubulações de cimento, explicou.
A responsável pelo albergue, Julia Barros, disse que a visita demonstra interesse em resolver o problema. Atualmente 14 internos continuam no prédio em alojamentos improvisados. Foram deslocados equipamentos e funcionários para atender mais 40 leitos na Casa do Bom Samaritano, onde pernoitaram 92 pessoas de quinta a sexta-feira, quando capacidade regular do local é de 70 pessoas.
O coordenador da Defesa Civil, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, disse ontem que aguarda a oficialização da sugestão do Sinduscon para encaminhá-la ao prefeito. Provavelmente será feito um contrato emergencial, porque o problema precisa ser resolvido o mais rápido possível, ainda mais com a intensificação do frio, ressaltou.


