Reforma no 2º DP deve ser concluída nos próximos dias
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Presos do 2º Distrito Policial de Londrina, localizado na Vila Santa Terezinha (Zona Leste de Londrina) devem ser levados para novas celas nos próximos dias. A reforma no DP, que começou há cerca de três meses, está prestes a ser concluída. Apesar de manter um número acima da capacidade de presos, as novas instalações devem facilitar bastante a rotina dos policiais que atuam no distrito.
Ao todo, o 2º DP tem capacidade para 116 detentos provisórios, porém, hoje a unidade já conta com 120, entre presos crimais e civis. Os presos criminais permanecem em cinco celas modulares (containers), que tem capacidade para 60 pessoas. Eles aguardam o término da reforma para serem redistribuídos nas duas galerias que contam com oito e cinco celas, cada uma delas com capacidade para quatro detentos.
De acordo com o delegado Jayme José de Souza Filho, a reforma custou R$ 15 mil reais e incluiu novas portas para as celas, instalações elétricas e hidráulicas e pintura.
''As instalações elétricas estavam todas destruídas. Havia buracos e vasos sanitários arrebentados. A partir da agora, teremos controle do uso de energia elétrica e água de cada cela. Se um preso tentar alguma coisa com uma descarga elétrica, por exemplo, apenas a cela dele ficará prejudicada sem luz'', explicou o delegado.
Por conta da superlotação, antes da reforma os presos eram colocados nos corredores das galerias e até em salas para funcionários do DP, que com o tempo foram improvisadas com grades. Segundo o delegado, essas salas voltaram a ser utulizadas pelos policiais e as galerias não serão mais abertas. ''Teremos mais controle dos presos. Quando ficavam nos corredores, as tentativas de fuga eram mais comuns'', disse.
A reforma do 2º DP, assim como dos outros distritos, só foi possível depois do remanejamento dos presos provisórios para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). As transferências começaram a ser feitas em abril deste ano, quando foi inaugurado o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), na Zona Norte, que abriga presos condenados.


