Reforma não acabou com problemas na cadeia de Arapongas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Maurício Borges<br> De Apucarana 
A cadeia de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), interditada há um ano após uma rebelião de presos, pode ser liberada nos próximos dias. O juiz criminal Carlos Alberto da Costa Ritzman é quem vai decidir. Ele reuniu-se esta semana com representantes de vários segmentos da sociedade para discutir a questão.
Mesmo depois da reforma e melhorias no prédio, persiste o problema da falta de segurança e espaço para os presos. A conclusão é do Instituto de Criminalística de Londrina, que entregou o laudo de perícia ao promotor Dennis Pestana, que havia pedido a interdição da cadeia alegando falta de segurança e de salubridade para os detentos.
Para a Criminalística, melhoraram as condições de higiene do prédio, mas as paredes continuam sem resistência e podem ser facilmente perfuradas. Outro problema é o espaço físico: a cadeia tem capacidade para 32 presos e, se for liberada, volta a funcionar com 63 detentos.
Mesmo assim, representantes da prefeitura, Câmara e diversas entidades consideram insustentável continuar mantendo a maioria dos presos de Arapongas na cadeia de Sabáudia, onde a capacidade é para oito detentos mas a carceragem já tem 43, inclusive nos corredores.
Para o delegado de Arapongas, Valdir Abraão, é provável que o juiz Carlos Alberto da Costa Ritzman autorize o uso da cadeia, determinando um prazo para a execução das adaptações necessárias.


