Marcos BorgesObra necessáriaTrincheira em frente à UEL: mais segurança para os motoristas que se dirigem ao campusOs motoristas que trafegam pela PR-445 (Rodovia Celso Garcia Cid) devem continuar com atenção redobrada para evitar acidentes, principalmente nos 11 quilômetros do perímetro urbano, entre o trevo de saída para Cambé (zona oeste) e o Jardim Campos Elíseos (zona sul), na saída para Tamarana. É que a conclusão das obras de reformas da rodovia e construção de 22 quilômetros de marginais neste trecho, prevista inicialmente para este mês, foi adiada para agosto.
O adiamento do término das obras foi causado pelo excesso de chuvas registrado nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, segundo o engenheiro supervisor de obras do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, Elson Miranda. As obras, que estão sendo realizadas pela construtora CSO, de Maringá, fazem parte do projeto de recuperação de 96 quilômetros da rodovia Celso Garcia Cid, entre os trevos de Mauá da Serra (70 km ao sul de Londrina) e o do distrito da Warta (15 km ao norte). O orçamento total é de R$ 20,5 milhões.
Na parte urbana, grande parte das obras de recuperação da rodovia já foi realizada. Também quase 90% das marginais foram construídas, faltando apenas alguns quilômetros entre o trevo da avenida Harry Prochet (perto do Iapar) e o Shopping Catuaí. Dois detalhes importantes estão ainda em construção: um trevo no cruzamento com a Avenida Dez de Dezembro (Via Expressa, perto do 5º BPM) e a passagem inferior (trincheira) para acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL), em frente ao Hospital de Clínicas.
No local da construção do trevo há um afunilamento perigoso das pistas duplas, no sentido de tráfego de quem vem de Tamarana para Londrina. Ali, apesar da sinalização e da existência de um quebra-mola, as batidas têm sido constantes. Para a abertura da trincheira - que medirá 4,60 metros de altura - foi necessário um desvio à esquerda, no sentido de quem vai de Londrina para Cambé.
De acordo com dados do DER, passam diariamente por este trecho da rodovia entre quatro e cinco mil veículos. Nos dois sentidos dos 11 quilômetros, todo cuidado é pouco, principalmente durante as obras, em que há uma consequente deficiência na sinalização. Segundo dados da Polícia Rodoviária Estadual, ano passado ocorreram 157 acidentes no trecho, com 111 feridos e 17 mortos. Nos três primeiros meses deste ano, foram 25 acidentes, com 20 feridos e dois mortos.

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