O fechamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Maria Cecília para reforma fez aumentar a demanda de pacientes no Hospital da Zona Norte de Londrina. No fim de semana, segundo a diretoria do hospital, a demanda de pacientes buscando todo o tipo de serviço, incluindo os de urgência e emergência, aumentou 27%, comprometendo a qualidade de atendimento.
Um cartaz afixado na entrada do HZN informa sobre a superlotação e pede a compreensão dos usuários, que chegam a esperar até três horas pelo atendimento. Segundo levantamento da direção, concluído ontem, a demanda na sexta-feira, sábado e domingo passou de 241 para 306 atendimentos por dia. ''É uma demanda muito grande e o hospital não suporta'', explicou a diretora geral do HZN, Andreza Daher Delfino Sentone.
Ela afirma que o atendimento no hospital já está limitado, devido às reformas no prédio que iniciaram em agosto de 2006. Previstas inicialmente para terminar em agosto do ano passado, as obras já estão com oito meses de atraso. Devido à reforma, do total de 56 leitos, 48 estão disponívels. Com o término da obra, a previsão é aumentar para 130 o número de leitos. ''Não temos espaço físico para atender mais pacientes'', afirmou. O HZN está trabalhando com três médicos em cada período.
A preocupação é que a demora na reforma na UBS do Maria Cecília que pode agravar ainda mais a situação. As obras iniciaram na semana passada e têm previsão de terminar em seis meses. Cartazes e orientações também na entrada da UBS indicam onde os pacientes devem procurar atendimento, mas a maioria recorre ao HZN. ''As pessoas vêm direto ao hospital e causa esse congestionamento. Era uma situação previsível''.
Andreza afirma que até os problemas mais simples, como febres e resfriados, que poderiam ser resolvidos nas UBS, estão chegando ao HZN. A direção do hospital vai discutir a situação com a Secretaria de Saúde para encontrar uma maneira de resolver o problema da demanada.
Comportamento
A diretora Executiva da Secretaria de Saúde, Sônia Neri, acredita que a procura pelo plantão no HZN seja normal até que as pessoas saibam exatamente onde estão sendo feitos os atendimentos. ''Vamos esperar uma semana para ver o comportamento dos usuários, que devem começar a procurar as Unidades Básicas de Saúde dos outros bairros'', disse.
Sônia afirmou que o planejamento feito antes da reforma ''deve dar certo''. ''É um momento de observação e de orientação aos usuários, que estão sendo informados onde buscar atendimento'', garantiu. Ela acrescentou que as coordenadoras das unidades estão fazendo o acompanhamento e repassando a situação à secretaria. E afirmou que, com o término da reforma, ''o atendimento será bem melhor aos usuários''.
No Maria Cecília, serão feitas readequações nos banheiros dos usuários, reestruturação da ala odontológica, salas de atividades, inalação, vacinação, entre outros setores. Os recursos para as obras, vindos do governo federal, são de R$ 134.978,62. O município entra com R$ 47.931,00 de contrapartida. A unidade, atualmente com 417 m2 será ampliada para 491 m2. A UBS atendia diariamente cerca de 600 pacientes de 10 bairros

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