Há dois meses, o CSU passou a ser uma das casas da Rede da Cidadania, que abrigou no local um dos Projetos de Maio, do Festival Internacional de Londrina.
Entretanto, depois de vários casos de ameaças e constragimentos (garotos se alojavam na lona durante a madrugada, consumiam drogas e eram flagrados por funcionários do programa pela manhã), a lona foi desarmada chegou a ser levemente danificada e será reinstalada apenas com a reinauguração. ''O problema era muito mais sério do que imaginava'', disse o coordenador do Rede de Cidadania, Valdir Grandini Alvares.
Segundo Alvares, o funcionamento mais intenso da Rede de Cidadania e do Projeto Futuro acabará se tornando um fator decisivo para diminuir a sensação de insegurança do CSU e dos arredores.
Para defender esta idéia, o coordenador lembrou de duas experiências consideradas bem-sucedidas pela administração municipal. Para Alvares, a violência foi reduzida significativamente no Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste), devido ao sucesso das oficinas da Rede de hip-hop e capoeira expressiva. O envolvimento de adolescentes em risco social teria mudado a perspectivas da comunidade. ''Enquanto se combateu a criminalidade apenas com repressão, não se obteve bons resultados'', resume.
O outro é o Centro Social Urbano da Conjunto Maria Cecília (zona norte), revitalizado há cerca de um ano. O abandono e o medo se transformaram em lazer e movimentação constante (frequência média de 800 pessoas, não computando os usuários das piscinas), segundo Alvares. ''É uma experiência extremamente positiva e que vai balizar o projeto para a Vila Portuguesa''.
O coordenador da Rede lembrou que, ali, a possibilidade de êxito é ainda maior por se tratar de um espaço na área central da cidade.

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