Depois de anos de espera, começam hoje as obras de reforma do minipresídio de Apucarana. O convênio que garantiu recursos para a reforma foi firmado, recentemente, entre o município e o Estado. Serão gastos R$ 153 mil para reconstruir a cobertura do prédio e fazer reparos gerais em todos os setores, incluindo os sistemas hidráulico e elétrico,
A unidade prisional, que tem capacidade para abrigar 80 detentos, em quatro alas, está com superlotação, alojando 121 presos. O prédio, de 1.417 metros quadrados, foi entregue pelo Estado em 1991, mas nos últimos anos vem apresentando diversos problemas em sua estrutura.
A precariedade do minipresídio, deixando os presos expostos a umidade excessiva e mau cheiro exalado das fossas sépticas, levou o Ministério Público a requerer a interdição do prédio, no início do ano. Laudo do Instituto de Criminalística de Londrina, comprovou que a cadeia têm condições insalubres e impróprias para os detentos.
De acordo com o responsável pela carceragem, Milton Pedro da Silva, um dos problemas mais graves do prédio são os danos da cobertura, que ocasionam infiltração na laje. Outro inconveniente são as fossas sépticas que transbordam e causam forte odor. Os sistemas elétrico e hidráulico apresentam constantes problemas, deixando os presos sem água em alguns dias.
Com essa precariedade somada à superlotação, o carceireiro admite que as tentativas de fugas são constantes. ‘‘Elas só não acontecem devido ao permanente reforço da guarda, que monitora o prédio 24 horas por dia’’, afirma.
Ontem, o Departamento Estadual de Construção e Manutenção (Decom) fez a última vistoria no minipresídio, antecedendo o início da reforma. A visita do secretário de obras do município, Mário Fukuda; do engenheiro Wanderlei Roberto de Melo e de Sérgio Takaki (Decom) foi acompanhada pelo delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, Acácio de Azevedo.
Os técnicos definiram que a reforma será iniciada pela cobertura e, na fase seguinte, será preciso remover pelo menos metade dos presos, para restaurar a parte interna. O pedido de remoção está sendo encaminhado ainda esta semana, à Justiça.

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