Reforma do Hospital Zona Sul começa em uma semana
Mauricio Della Barba
De Londrina
A construtora Hercílio Voltolin, de Cornélio Procópio, será a responsável pela execução da primeira fase de reforma e ampliação do Hospital da Zona Sul (HZS), em Londrina. As obras devem começar na próxima semana. Sete construtoras, a de Cornélio, três de Londrina, duas de Cascavel, e uma de Curitiba, participaram do processo de licitação. Os envelopes foram abertos ontem, na sede da Secretaria Estadual de Obras, em Curitiba.
A Hercílio Voltolin apresentou o menor preço entre as concorrentes, de R$ 178.427,26. O valor é 37% menor que o preço máximo proposto para a obra, que era de R$ 283.217,00. O início das reformas deve ocorrer imediatamente após a assinatura da ordem de serviço, programada para a próxima semana.
A construtora terá 180 dias corridos para concluir as obras da primeira etapa, disse o secretário de Obras Públicas do Estado, Augusto Canto Neto. De acordo com o secretário, a verba necessária para a reforma já está disponibilizada. Cerca de 80% do dinheiro provém do Ministério da Saúde. O restante será complementado pelo governo estadual, disse Canto Neto.
A primeira etapa de reforma do HZS prevê a ampliação do bloco A, onde funcionam ala administrativa, almoxarifado e sala de distribuição de material. A conclusão desta etapa vai liberar outras áreas existentes no hospital para procedimentos médicos, avalia o Secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio. Ele não fechará durante as obras.
O projeto de reforma e ampliação do HZS vai aumentar o número de leitos de 24 para 62, além de criar uma unidade de atendimento imediato, novo centro cirúrgico, unidades de fisioterapia, nutrição e dietética e necrotério. Serão gastos na reforma e ampliação do hospital cerca de R$ 3 milhões, já aprovados pelo governo federal.
O Hospital da Zona Sul é objeto de constantes reclamações por parte da comunidade e entidades da região por falta de estrutura física e de pessoal. O hospital, que tem mais de 10 anos, é considerado pequeno para atender à necessidade dos moradores daquela região. Além disso, no primeiro semestre deste ano, duas mortes foram registradas no hospital. O Conselho de Saúde da Região Sul (Consul) chegou a acionar a Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, pedindo explicações sobre as condições de atendimento do HZS.





