As obras de ampliação da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu devem estar prontas até o final de fevereiro. Enquanto não é inaugurada a nova ala, o risco de ocorrerem novas fugas continua grande.
Os operários já concretaram o piso e ergueram as paredes externas de nove das 17 celas previstas no projeto, sem contar com a construção de uma sala de espera. Para isso, foram usados até o momento 35 metros cúbicos de concreto. Com a ampliação, a capacidade da cadeia passará de 168 para 236 vagas. A verba repassada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, estimada inicialmente em R$ 300 mil, foi de R$ 160 mil.
O orçamento anterior previa também a construção de muros, a instalação de cercas eletrificadas e circuito interno de vigilância, além da recuperação de várias celas destruídas durante a última rebelião, ocorrida em novembro de 1999. Na época, centenas de presos destruíram totalmente metade das celas, queimaram roupas e colchões e trocaram tiros com a polícia. Três detentos ficaram feridos e um policial morreu.
O novo espaço não deve solucionar a superlotação enfrentada pelo cadeião de Foz. Mesmo com a transferência de dezenas de presos, determinada pela Vara de Execuções Penais no final do ano passado (cerca de 80 foram enviados à penitenciárias de Curitiba, Ponta Grossa e Guarapuava), 423 pessoas ainda continuam abarrotando celas e corredores.
Além de provocar rebeliões, o excesso de encarcerados possibilita fugas constantes. Somente em dezembro foram duas, onde 19 pessoas conseguiram quebrar as barras de concreto do respiradouro, atravessar o pátio e pular o muro, cruzando a plantação de uma chácara vizinha ao prédio.

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