Reforma completa leva cinco vezes mais clientes
Milton DóriaFalta maisIamamura: Ainda não terminouO Mercadão do Shangri-Lá mudou radicalmente a partir de 1995. De lá para cá, foi feita uma grande reforma em toda a estrutura, incluindo as partes elétrica e hidráulica. O piso também foi trocado e as paredes, pintadas. Mas ainda não terminou. Falta arrumar o teto e organizar o estaciomento, explica Walter Iamamura, proprietário da peixaria Guará Pesc - há 26 anos instalada no local - e também presidente da Associação dos Permissionários do Mercadão do Shangri-lá. Segundo ele, já foram gastos mais de R$ 200 mil na reforma, sempre com recursos dos próprios boxistas.
A Associação foi fundada em 1995, depois que a Prefeitura tentou reajustar o preço de cada boxe. Iamamura lembra que os boxistas aceitaram pagar mais com uma condição: o dinheiro fosse revertido para melhora física do prédio, que já estava bastante castigado, e a reforma fosse controlada pelos próprios boxistas. Assim nasceu a Associação e o resultado, aponta o presidente, agradou a todos, clientes e boxistas. Depois da reforma o movimento é cinco vezes maior, ele calcula.
A peixaria de Iamamura também é uma das mais procuradas do Mercadão. O proprietário conta que por mês vende mais de 20 toneladas de peixe. Tem desde peixe de água doce, como o tradicional lambari, até tainha, atum e porquinho, de água salgada. A maioria vem de Santa Catarina, mas Iamamura importa espécies mais nobres, como o salmão, que normalmente chega congelado. A peixaria também tem uma atração: o local onde o peixe fresco é preparado tem paredes de vidro e o cliente pode conferir ao vivo a qualidade do produto.





