Reforço médico nos serviços de urgência
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sexta-feira, 02 de dezembro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

A angústia de ficar na sala de espera das unidades de urgência e emergência de Londrina tende a diminuir na segunda quinzena de dezembro. A Secretaria Municipal de Saúde assinou um termo aditivo com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), que prevê médicos plantonistas para unidades do município. O termo prevê que a prefeitura poderá repassar até R$ 100 mil por mês ao Cismepar para ter disponível plantonistas de 6 e 12 horas. O contrato terá duração de 12 meses, podendo ser prorrogado anualmente até o encerramento do acordo com o Cismepar, em 2020.
Com esse valor, o município terá à disposição 1,1 mil horas de trabalho mensais, o que representa até 12 médicos plantonistas a mais, para atender as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) da Leste-Oeste e do Jardim Sabará (ambas na zona oeste), Pronto-Atendimento Infantil (PAI), as unidades básicas de Saúde de 16 horas do Maria Cecília, do União da Vitória e do Jardim Leonor e a Maternidade Municipal Lucilla Balallai.
Serão chamados plantonistas pediatras e clínicos gerais e para os serviços de anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, sendo os últimos para atenderem especificamente na Maternidade Municipal.
A notícia animou a dona de casa Rebeca Carolina Azevedo Silva, que já ficou no Pronto Atendimento Infantil das 9 horas às 19 horas, porque sua filha, que tem hoje um ano e dois meses, estava com bronquite. "Na época minha filha tinha seis meses. O fato da gente ficar parada, plantada e esperando médico é difícil; não tinha plantonista naquele dia", relata.
O secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, afirma que Rebeca provavelmente deveria estar esperando algum exame para ficar tanto tempo na unidade. "Não é a média de tempo de espera de todos os dias. Geralmente de 80% a 90% dos pacientes são atendidos em um prazo que varia entre duas e três horas, o que está dentro do parâmetro de normalidade", destaca.
Sobre a falta de plantonista, Martin ressalta que é justamente esse tipo de situação que esse termo aditivo visa suprir. Ele explica que se um profissional, com atestado médico, tiver que ficar três dias ausente, a parceria permite que pelo menos no segundo e no terceiro dias haverá um outro que poderá cobrir a lacuna.
O secretário ressalta que a legislação municipal não possibilita que essa parceria seja realizada para o expediente integral das unidades de emergência e urgência. A diretora de programação e regulação do Cismepar, Sílvia Karla Andrade, destaca que o pagamento será realizado de acordo com o uso do contrato. "A estimativa feita pela secretaria municipal é de que esse valor é suficiente, mas caso haja a necessidade de ampliação, não há um limite, desde que o município entenda que haja essa necessidade e possa reavaliar o valor repassado ao Cismepar", destaca.
Segundo ela, o Cismepar é uma ferramenta de gestão dos municípios consorciados. "Estamos fazendo isso para apoiar um dos 21 municípios consorciados. Atualmente fica inviável para um município manter um profissional exclusivamente para ficar na reserva. Por meio desse termo aditivo podemos fazer uma das modalidades de licitação, o chamamento público, e a partir disso convocar para credenciamento empresas que podem prestar serviços a partir de profissionais médicos", destaca.
Martin ressalta que a identificação jurídica do Cismepar permite mais agilidade no chamamento dos profissionais, além do fato de que o consórcio já desenvolve esse trabalho em outras prefeituras da região e, em Londrina, nos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul. Ele aponta que a escolha por esse sistema de prestação de serviços levou em consideração a credibilidade do Cismepar, o fato dele ser um órgão público cujos proprietários são as prefeituras da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar) consorciadas, inclusive a Prefeitura de Londrina.
A atendente de telemarketing Daiane Camila, Romano espera que as contratações proporcionem velocidade do atendimento. Ela concedeu entrevista na manhã de quinta-feira, na sala de espera da UPA Leste-Oeste, onde estava na primeira hora de espera. Relata, porém, que em outra oportunidade já aguardou quatro horas para ser atendida. "É um absurdo esperar esse tempo todo."


