Reforço e atenção especial
Esta realidade enfrentada por diversas famílias de dekasseguis que estão retornando com os filhos ao Brasil em fase escolar requer um olhar especial por parte da escola no que se refere à metodologia e ao processo de adaptação em sala de aula.
A professora e diretora do Núcleo de Estudos da Cultura Japonesa (NECJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Estela Okabayashi Fuzzi, fala da importância dos pais em observar o comportamento da criança em casa e manter um contato direto com a escola para saber da evolução e das dificuldades existentes.
''Deve ser um trabalho em conjunto. Se a criança ou o jovem não estiver compreendendo o conteúdo e perceber que é diferente diante dos colegas, irá se sentir estranho. Há aspectos comportamentais que precisam ser adaptados nessa hora, para haver integração desse aluno no novo ambiente. Além disso, os choques culturais precisam ser bem trabalhados para que o estudante se familiarize ao costume e cultura brasileira'', explica.
Já para os professores que estão recebendo essas crianças, Estela defende a importância de um treinamento e um amplo conhecimento da cultura japonesa. ''É lógico que a atenção não deve ser única e exclusiva, mas a escola em si deve estar aberta, conhecer o problema e ter uma metodologia e orientação própria, com apoio de profissionais especializados. Dessa forma, a criança se sentirá mais segura e se desenvolverá com mais rapidez'', justifica. (M.O.)





