De Curitiba

Kraw Penas/Folha de LondrinaElefante brancoPrédio que abrigaria o Fórum começou a ser construído em janeiro de 1986, na gestão do ex-governador José Richa. Obra foi abandonada quatro anos depoisA continuidade das obras do prédio que está sendo construído para abrigar o Fórum de Curitiba exige investimentos de R$ 35 milhões no reforço da estrutura do edifício. O custo foi estimado pela consultora paulista Concremat, responsável pela última vistoria na construção inacabada. Obtidos com exclusividade pela Folha do Paraná, os dados fazem parte de um dossiê de mais de 600 páginas guardado pelo Tribunal de Justiça (TJ).
Os técnicos da Concremat fizeram a vistoria no prédio entre 6 de maio e 3 de setembro do ano passado. O laudo foi entregue ao TJ dois meses após o fim da inspeção. ‘‘A consultora fez um serviço completo, bem detalhado, que custou R$ 200 mil’’, informa o engenheiro Luiz Antônio Parigot de Souza, assessor do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Henrique Lenz Cézar. Ele foi designado para tratar especificamente das questões relativas à obra.
Testes de carga - Parigot diz que foram feitas várias provas de carga para testar a resistência das vigas de sustentação do prédio. Com base nos resultados da avaliação geral da obra, abandonada há mais de sete anos, os técnicos da Concremat sugeriram o reforço estrutural. Segundo o assessor do TJ, a análise mostra que é viável recuperar a construção: ‘‘Estamos próximos de utilizar aquele prédio para abrigar todas as Varas da capital. É só conseguir o dinheiro para reformá-lo’’.
Como a previsão de gastos no reforço da estrutura é de R$ 35 milhões, a precupação do TJ se volta para a busca de recursos. ‘‘Temos várias possibilidades de conseguir as verbas, a começar pelo próprio orçamento estadual’’, diz Parigot. Outras alternativas são financiamentos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), organismos internacionais e o recém-criado Fundo de Previdência dos Servidores do Estado.
A construção do prédio já custou pelo menos R$ 13 milhões aos cofres públicos estaduais. A obra foi iniciada no dia 9 de janeiro de 1986, no final da gestão do governador José Richa, e abandonada quatro anos depois, durante o mandato de Álvaro Dias. O prédio é um ‘elefante branco’ de dez andares fincado na área do Centro Cívico. Atualmente o Tribunal de Justiça do Paraná gasta cerca de R$ 150 mil por mês com aluguéis de prédios e salas em Curitiba.

mockup