Curitiba- Cinco pessoas foram presas, em flagrante, até agora, por irregularidades na comercialização de gás de cozinha (GLP), em Curitiba, durante as fiscalizações realizadas em conjunto entre prefeitura, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Corpo de Bombeiros e Delegacia do Consumidor (Delcon). A última prisão aconteceu no início da semana, em uma revenda clandestina. Além de não ter registro na ANP e alvará de funcionamento, os mais de 30 botijões encontrados estavam estocados no porão de uma casa, colocando em risco a segurança das residências vizinhas e, inclusive, de uma creche.
De acordo com o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente Leonardo Mendes dos Santos, a distância entre a revenda irregular e a creche e, também, de outros imóves era de aproximadamente 10 metros, quando o distanciamento mínimo permitido é de 20 metros. Outro agravante era o armazenamento em um porão, pois em caso de vazamento o gás não se dissiparia, aumentando o risco de explosão.
Santos informou que, ao todo, 18 proprietários de revendas foram autuados. Entre as irregularidades encontradas e que põem em risco a segurança de moradores vizinhos, a principal foi a estocagem de botijões em quantidade maior do que permitida. Foram constatados, ainda, pontos de ignição (passíveis de gerar faíscas) dentro dos estabelecimentos e a presença de veículos - condição, também, irregular.
O trabalho de fiscalização nas revendas de gás de Curitiba e região metropolitana - legalmente instaladas ou clandestinas - foi reforçado a pedido do Ministério Público (MP) estadual, depois da explosão no depósito de gás da empresa Prado e Santos, no bairro Mercês, na Capital, no dia 1º deste mês. A equipe tem vistoriados entre seis e sete revendas por dia. Segundo dados da ANP, somente em Curitiba existem 729 estabelecimentos com autorização do órgão para funcionar.

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