REFLEXÃO JURÍDICA - A magistratura ao alcance dos cidadãos
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Uma opção interessante para quem deixa os bancos acadêmicos da faculdade de Direito, o núcleo de Londrina da Escola de Magistratura do Paraná (Emap) passa por um processo de aproximação com a sociedade. Fundada no Paraná em 1983, a Escola de Magistratura chegou a Londrina em 1987. Desde então, oferece aos juízes a possibilidade de atualização e aprimoramento por meio de diversos cursos.
Um dos destaques é o curso de ''preparação à magistratura'', voltado a bacharéis em Direito e que permite aos recém-saídos dos bancos universitários conviver, em mais de 570 horas-aula, com os magistrados - que são professores do curso - e ir além de aulas teóricas, conhecendo a prática diária daqueles que têm a missão de julgar. Os alunos têm acesso a processos reais, fazem sentenças e conduzem audiências.
De acordo com o juiz Aurênio José Arantes de Moura, diretor do núcleo de Londrina da Escola de Magistratura, esse curso tem o nível de especialização, exigindo a confeccção de monografia, e também serve como preparatório para concursos públicos da área jurídica. ''Muitos dos nossos ex-alunos atualmente são juízes, promotores, delegados de polícia, atuam na Advocacia Geral da União e em vários outros órgãos públicos'', ressalta Moura, que esteve na Redação da FOLHA em companhia dos juízes José Ricardo Alvarez Vianna e Rafael Vieira Vasconcelos Pedroso.
Já o juiz José Ricardo Alvarez Vianna, diretor pedagógico, destaca os projetos sociais da escola, que visam uma aproximação com a sociedade, principalmente por meio das bolsas de estudo, as quais são oferecidas a alunos carentes.
''Queremos propiciar informação à comunidade, fazendo com que haja aproximação, pois a figura do juiz é muito fechada, hermética. Com isso, de certa forma, abrimos um caminho para o Judiciário, fazendo com que o juiz atual esteja mais próximo e seja conhecedor dos problemas da comunidade. Nos nossos cursos de formação para aqueles que aspiram o cargo de juiz, damos ênfase a isso'', explica Vianna.
Questionados se há, na prática, uma abertura concreta do Poder Judiciário no momento atual, os juízes responderam que há um processo de mudança, com diversas ações, principalmente no campo estrutural e administrativo sendo colocadas em prática, tais como o processo eletrônico e a informatização dos tribunais. No entanto, quando o assunto é reflexo concreto à população, como maior celeridade judiciária, a conclusão dos magistrados é que o processo é gradativo e que não é possível estabelecer prazos para que a celeridade de fato aconteça.
''O número de processos com que trabalhamos hoje é absurdo. No Fórum de Londrina temos em torno de 14 mil processos por vara. A resposta que o Judiciário dá à população ainda não está à altura, mas estamos buscando uma melhora - que está contecendo'', informa Vianna.
Diante dessas mudanças, o juiz Rafael Vieira Vasconcelos Pedroso, coordenador de estágios do Núcleo Londrinense da Emap, ressalta que uma boa preparação é essencial para aqueles que se formam em Direito e desejam garantir um lugar ao sol no mercado de trabalho. ''Atualmente, muitos querem fazer concursos públicos, mas é preciso estar muito bem preparado para conquistar a vaga. Por isso, um curso como o que oferecemos pode fazer a diferença'', finaliza.
Serviço - Informações sobre a Escola de Magistratura em Londrina: fone (43) 3342-1891


