Londrina – Os dois refletores instalados ao lado da academia ao ar livre, no Bosque Marechal Rondon, no centro de Londrina, que serviram de teste para afugentar os pombos, foram retirados dos postes ao lado da Avenida Rio de Janeiro. O sumiço dos equipamentos despertou a curiosidade de alguns moradores e comerciantes do centro. A dúvida deles é se mais uma estratégia de espantar os pássaros teria fracassado. De acordo com um manobrista de um estacionamento, os refletores foram retirados no início da semana por eletricistas da prefeitura.
No final da tarde de ontem, a reportagem ligou para a secretária do Meio Ambiente, Maria Sílvia Cebulski, para saber o paradeiro dos refletores. No entanto, ela foi surpreendida com a notícia. Maria Sílvia garantiu que a eficácia das luzes foi constatada pela avaliação da comissão técnica e que outros refletores seriam instalados em outros nove pontos do Bosque. Ela informou que um biólogo da Sema entraria em contato após verificar o que ocorreu, porém ele não retornou a ligação até o fechamento da edição.
"Tomara que isso não seja um sinal de que as luzes não funcionaram. A situação está insuportável. Nosso cartão postal todo sujo, oferecendo risco de doenças", reclamou a vendedora Maria Celina de Moura, de 34 anos. Outras tentativas como a instalação de reatores magnéticos, que ocorreu em setembro do ano passado, também não mostram resultados.
Os holofotes foram instalados no dia 29 de julho. Após 15 dias de teste, a Sema aprovou o resultado. Maria Silvia informou que um levantamento, que segue em fase de conclusão, vai apontar a quantidade de equipamentos necessária para afastar os pombos. A iniciativa surgiu após a visita de representantes da Sema a cidades do interior de São Paulo que usam a técnica para espantar as aves.

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