Das 30 pessoas sequestradas, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ouviu apenas sete. Ainda pela manhã de ontem, foram ouvidas as mulheres dos três gerentes da empresa, além de quatro funcionários da prefeitura, que ficaram retidos em um barracão. Entre os pontos que chamaram a atenção das vítimas estavam a precisão dos assaltantes e a calma e educação deles. De todas as vítimas, apenas o caseiro da chácara foi agredido, porque tentou reagir.
Nos depoimentos, as mulheres dos gerentes informaram que nenhum dos reféns foiagredido ou assediado. Porém, foram firmes e frios quando disseram calmamente que poderiam matar alguém, caso se recusassem a colaborar.
O funcionário Jusmail Batista dos Santos, que abriu o barracão da prefeitura para os ladrões, disse que eles o ameaçaram apenas uma vez com as armas. Depois de abrir os portões, os assaltantes permaneceram queitos, inclusive beberam café enquanto rendiam outros funcionários. ‘‘Eles sabiam que horas entrava cada um’’, complementou o servidor Fêlix Durek.
Por causa da exatidão nos horários, o Cope acredita que os bandidos tenham planejado o crime por muito tempo. Além disso, a precisão nos horários e de locais levam os policiais a crer que possam haver funionários da Proforte envolvidos no assalto.
Os gerentes devem depor hoje junto com o motorista. Ontem eles tinham sido dispensados pelo Cope, junto com outras 19 vítimas, porque alegaram estar estressados. Com base nos depoimentos dessas pessoas, o Cope pretende concluir o retrato falado de mais três assaltantes. O delegado adjunto do Cope, Aparecido Rodrigues, ainda quer ouvir os demais reféns.

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