Refeições iguais às de restaurantes
A nutricionista Inês Wolff é responsável pela alimentação dos pacientes do Hospital Evangélico de Londrina (HEL). Na instituição são servidas 1,2 mil refeições por dia, entre café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia. Ela garante que a ciência da nutrição tem evoluído para o conceito de hotelaria hospitalar. ''O objetivo é proporcionar ao paciente um atendimento mais próximo possível ao conceito de hotel do que ao de nosocômio'', diz.
A meta é produzir refeições com aparência e sabor melhor ou igual que restaurantes. Resultado do conceito de gastronomia hospitalar, que já é uma realidade no Evangélico, apesar de ainda estar longe de contar, por exemplo, com um chef de cozinha.
Mas hoje a apresentação dos pratos, inclusive dos pacientes internados pelo SUS, é uma das maiores preocupações. Outra é o horário. Até uma mudança na escala das funcionárias foi feita para que o jantar passasse a ser servido mais tarde, por volta das 18h30. O bem-estar do paciente é o principal alvo. Quando o paciente alimenta-se melhor, argumenta Inês, o tratamento torna-se mais eficiente.
A equipe do Evangélico é formada por quatro nutricionistas e 56 funcionários da cozinha, responsáveis por 250 leitos de particulares, convênios e SUS. O planejamento das refeições considera também a biodisponibilidade dos alimentos, que é a porcentagem de nutrientes absorvida pelo organismo. Este tipo de informação é importante porque a absorção varia de acordo com os medicamentos recebidos pelo paciente.
A destinação de alimentos funcionais, porém, não podem ser usada, na opinião de Inês Wolff, por causa do número de pacientes. A cozinha é dividida entre geral e dietética. Nesses casos, é possível direcionar um pouco a alimentação. E na alta hospitalar, todos os pacientes recebem orientação nutricional antes de sair. ''O mais importante é que estamos sempre nos atualizando e investindo na modernização do setor'', conclui Inês. (F.R.F.)





