Refeições do RU sobem de preço e causam protesto em Maringá
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Marcos ZanattaDe Maringá 
Cerca de 50 acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) invadiram ontem à tarde a reunião do Conselho Universitário (COU), em protesto contra a proposta de reajuste do valor das refeições do Restaurante Universitário (RU). Relatório que segundo os estudantes seria votado na reunião de ontem, defendia o reajuste das refeições de R$ 1,30 para R$ 1,50. A reitora da UEM, Neusa Altoé, garantiu aos alunos que a proposta não estava na pauta da reunião de ontem.
O coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Marcelo Júnior dos Santos, no entanto, mostrou um relatório defendendo o reajuste. O relatório, que os estudantes alegam seria apresentado pelo professor Sezinando Menezes, foi elaborado por uma comissão formada em 1999 para tentar minimizar os custos do RU. Na época (segundo semestre de 99) a reitoria reajustou a refeição de R$ 1,30 para R$ 1,50, mas conseguimos reverter o aumento e formar a comissão, lembra Santos.
A comissão, segundo ele, deveria estudar formas de minimizar os custos do RU, e não propor reajuste. Queremos um valor menor e não aumento de preço agora, cobra Santos. Segundo os dirigentes do DCE são servidas em média mil refeições por dia e o subsídio da UEM é de apenas R$ 10 mil por ano. A reitora garante ser contra qualquer reajuste, mas que não pode fazer os conselheiros seguirem a opinião. Ela disse à Folha que os mensalistas já tem um desconto de 10% sobre a refeição, e que é possível praticar o preço porque os funcionários do RU são pagos pelo Estado.


