Reencontros emocionam famílias
Marli do Carmo Machado, que mora em Antonina (litoral), teve ontem uma grande surpresa. Ela reencontrou a mãe Marcília Machado, 59 anos, a filha, Marilize Coga Machado, 19 anos, e conheceu a primeira neta, Carolina Coga Mendes, de um ano e nove meses. Marli parou de dar notícias para o resto da família há 12 anos, quando se mudou de Paranaguá para Antonina.
A mãe, a filha e os sete irmãos de Marli moram em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, que fica a menos de 100 quilômetros de Antonina. Mesmo assim eles perderam o contato por mais de uma década. ‘‘É que mudou a cor dos ônibus e minha filha não conseguiu mais chegar em casa’’, conta Marcília. Ela, os sete filhos e netos são todos vizinhos em Colombo.
Uma das irmãs de Marli, Terezinha da Luz Machado, foi quem procurou o programa da ouvidoria do Estado em busca da irmã. Em um mês, o ‘‘Quero Meus Pais’’ conseguiu encontrá-la em Antonina.
Terezinha se encontrou com a irmã na semana passada. Agora, o resto da família foi visitar Marli. ‘‘Queremos começar a construir uma casa para ela aqui, junto da gente’’, conta Marcília. ‘‘A última vez que vi minha mãe eu tinha sete anos, praticamente fui criada pela minha avó’’, diz Marilize. ‘‘Agora que o programa conseguiu encontrar minha mãe, vou procurar meu pai, que nem cheguei a conhecer.’’
Outro lado O guarda municipal de Curitiba Antonio Stracke, 62 anos, é outro cadastrado no programa Quero Meus Pais. Mas nesse caso, ele e a esposa, Pelagia Stracke, 61 anos, é que estão procurando o filho. Adilson Stracke, 39 anos, é motorista de caminhão e desapareceu há dois anos. ‘‘Sabemos que meu filho está vivo porque nas eleições do ano passado ele justificou o voto, mas o Tribunal Regional Eleitoral não sabe informar onde foi feita a justificativa.’’
Adilson Stracke fazia viagens longas como caminhoneiro. O pai conta que ele chegou a ficar três meses fora de casa sem dar notícias. ‘Uma vez, como fazia muito tempo que o Adilson estava fora de casa, minha nora deu queixa na polícia por desaparecimento’’, lembra Antonio. ‘‘Depois de alguns dias ele apareceu, foi na delegacia para retirar a queixa, acertou as contas com o patrão e sumiu para não voltar mais’’. Antonio e Pelagia querem saber como o filho está. ‘‘Ele não precisa nem voltar, só dar notícias para a gente.’’ (E.C.)

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