Reeleição vence o plebiscito na UEL
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sábado, 15 de novembro de 1997
Londrina 
A reeleição para reitor, vice-reitor e diretores de centro na Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi aprovada no plebiscito realizado quinta-feira. Das 15.928 pessoas habilitadas a votar, 6.544 foram às urnas (quórum de 41%). A mudança no Estatuto e Regimento da UEL, implantando a reeleição em todos os níveis, recebeu 3.982 votos favoráveis (63,18%) e 2.562 votos contra (36,82%).
Professores e funcionários foram os que mais compareceram às urnas: 64,8% dos docentes e 69,8% dos funcionários em condições de voto participaram do plebiscito; apenas 28% (2.945) dos 10.576 alunos votaram. Os votos foram paritários.
Dos 1.618 professores que votaram, 595 disseram sim à reeleição; foram 443 votos contrários. Entre os funcionários, a posição favorável à reeleição ficou ainda mais evidente: 1.885 votaram pelo sim e 676 pelo não à reeleição. A opinião dos estudantes ficou quase empatada e o sim ganhou por uma diferença pequena: 1.502 votaram a favor e 1.443 votaram contra.
O diretor do Centro de Ciências Exatas, professor Milton Faccione, membro do Conselho Universitário (CU), informou que o resultado do plebiscito foi apreciado ontem de manhã pelos conselheiros e referendado com apenas um voto contrário.
As eleições para reitor e vice-reitor vão acontecer entre 10 de março e 10 de junho. O reitor Jackson Testa disse que o CU agiu de maneira acertada quando decidiu pela realização do plebiscito. A vitória foi da democracia e da autonomia da universidade que, desta forma, está decidindo o seu futuro.
O presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Cesar Antônio Caggiano Santos, disse ontem que setores da comunidade acadêmica da UEL querem a anulação do plebiscito. Recebemos pedidos para avaliar a possibilidade de entrar com uma ação pedindo a anulação do plebiscito. Mas nosso departamento jurídico ainda está analisando o caso.
Utilização da máquina administrativa em favor da reeleição é um dos argumentos que poderá ser utilizado. Santos adiantou que o parecer do departamento jurídico do Sindiprol vai ser discutido em assembléia no próximo dia 26. A questão é polêmica e quem vai decidir se pede ou não a anulação do plebiscito será a própria categoria. A assembléia já estava marcada e tinha como principal ponto de pauta a análise dos resultados do plebiscito.


