Redução no impacto do orçamento familiar
Para as famílias de baixa renda que tinham ser orçamento comprometido pela compra periódica de medicamentos para doenças crônicas, ou seja, que não há cura, a economia é considerada de grande ajuda. Este é exatamente um dos argumentos do Governo, que diz oferecer o medicamento mais barato, reduzindo o impacto no orçamento familiar e assim diminuindo o número de pessoas que abandonam o tratamento.
Diagnosticada com um problema no coração há dois meses, a dona de casa Maria Isaura Teixeira, 63 anos, é adepta do programa do governo federal. ''Minha doença não é séria, mas também não tem cura. O tratamento é tomar remédio para melhorar o fluxo sanguíneo. Por isso, preciso comprar o medicamento todo mês. O preço mais acessível facilita a vida de quem precisa tomar medicação contínua'', diz ela que paga pouco mais de R$ 1 por caixa do remédio.
O mesmo acontece com o agricultor Francisco Vella, de 66 anos. Com vários problemas de saúde, entre eles hipertensão e diabetes, ele chega a gastar em torno de R$ 300 ao mês. ''Há três anos eu compro alguns medicamentos da Farmácia Popular. Antes eu gastava uns R$ 100 a mais. O dinheiro que economizo já ajuda nas despesas de casa'', observa ele, que pagou R$ 22 a menos em um remédio para colesterol e R$ 6 para diabetes.
Para Vella, apesar da ajuda, o programa poderia ser estendido a mais medicamentos. ''Muitos ainda não entram na lista. Poderia economizar muito mais, já que são remédios que vou ter de tomar por toda a vida'', argumenta.





