Curitiba A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está reforçando o apelo para que a população economize água para evitar o racionamento, já que, até agora, a redução no consumo não chegou a 8,5%, quando a meta era de 20%. A empresa começou a distribuir cartas aos consumidores, expondo as dificuldades em função da estiagem e pedindo o uso racional. A estimativa é que sejam entregues 1 milhão de correspondências, a maior parte delas na Grande Curitiba, onde a situação é mais crítica, pois as duas principais barragens Piraquara e Iraí estão com 39% de sua capacidade de armazenamento.
De acordo com o gerente de Produção da Sanepar, Paulo Raffo, quando o volume de armazenagem das represas do Iraí e Piraquara chegar a 30%, Curitiba e Região Metropolitana não terão como escapar do racionamento. Não há como definir, com precisão, quando a reserva de água atingiria esse limite crítico, mas ele estima um prazo de 10 dias, caso não chova e sejam mantidos os níveis atuais de consumo.
A Sanepar ainda não estabeleceu data para iniciar cortes programados no fornecimento de água para a Grande Curitiba. Segundo Raffo, no início da próxima semana será feita uma nova avaliação das condições das barragens e do consumo para definir um possível cronograma de racionamento.
A maior barragem do sistema integrado de abastecimento de Curitiba a do Rio Iraí baixou 3,46 metros e dispõe de apenas 19 milhões de metros cúbicos de sua capacidade total ou o equivalente a 33,3%. Como estratégia operacional, a Sanepar está mantendo esse reservatório fechado há quatro dias para poupar o escasso volume que ainda resta. A barragem de Piraquara, que ainda tem 54,9% de sua capacidade (12 milhões de metros cúbicos), está suprindo as vazões dos rios Iraí e Iguaçu, de onde a água é captada. A situação é mais tranquila na barragem do Passaúna, que ainda conta com quase 85% de seu volume de armazenamento.
No Interior do Estado, 12 municípios já enfrentam problemas de falta d'água. Outras 44 cidades estão em situação de alerta por causa da estiagem e podem vir a ter prejuízos no abastecimento, nos próximos 30 ou 60 dias, caso persista a escassez de chuvas.

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