A redução dos valores do pedágio determinada pelo governador Jaime Lerner (PFL) na última quarta-feira, e que varia de 39% a 69%, dependendo do trecho, agradou aos motoristas, mas ainda não foi suficiente para que as estradas alternativas e os desvios fossem ignorados por muitos caminhoneiros.
O uso normal das rodovias com cobrança de pedágio que fazem parte do lote 2 do Anel de Integração deve acontecer gradativamente. ‘‘Ainda tem muitos motoristas que ainda não ficaram sabendo da redução dos valores. Depois que ficarem sabendo é que muitos deles vão decidir se vale a pena pagar o pedágio ou não’’, disse o gerente do posto de combustível ‘‘Amigão’’, Rodolfo Bauguson Júnior.
Mauro FrassonMais reduçãoMecânico Ivam Scremin diz que o ideal seriam preços mais baixosO posto está localizado na BR-376, no município de Mandaguari (17 km a leste de Maringá) e há mais de um mês vem registrando queda no movimento em aproximadamente 70% em consequência do pedágio, que obrigou motoristas a procurar alternativas de trajetos. De acordo com o assessor de marketing da Viapar, concessionária responsável pelo lote 2 do Anel de Integração, Frederico de La Roque, ainda não foi possível detectar qualquer alteração no número de veículos que passam pelas praças de pedágio de Marialva, Presidente Castelo Branco, Floresta e Corbélia.
‘‘A expectativa é que o número de usuários aumente porque muitos motoristas vão deixar de usar os desvios, mas ainda não posso afirmar que isso ocorreu no primeiro dia de cobrança dos novos valores’’, disse.
A expectativa positiva tem respaldo dos motoristas que usaram as rodovias pedagiadas ontem. O caminhoneiro Paulo Humberto Pavin, 46 anos, afirmou que gostou dos novos preços. ‘‘Agora ficou bom porque a gente paga um preço menor e tem rodovias melhores’’, disse.
Para o comerciante João Vieira de Jesus, 43 anos, agora compensa usar as rodovias. ‘‘Antes era muito caro, mas agora vale a pena usar as rodovias porque são mais seguras e a gente paga um preço justo’’.
Apesar de todo otimismo, o movimento nas estradas alternativas ainda foi grande ontem. Nas rodovias PR-454, PR-218 e PR-317, que ligam Londrina a Maringá, o tráfego, principalmente de caminhões, continuou acima do movimento normal que era registrado antes da cobrança de pedágio na praça de Marialva, há mais de um mês.
Em Iguaraçu, com cerca de 3.800 habitantes, o movimento de caminhões ontem na Avenida Brasil (trecho da PR-454) foi semelhante aos dias da semana passada, conforme o policial Darci Biazim Filho.
Na região de Curitiba, alguns motoristas ficaram satisfeitos com a redução de preço dos pedágios. Na praça de pedágio do km 60,5, entre Curitiba e Paranaguá, no Lote 6 do Anel de Integração, o valor do pedágio caiu de R$ 4,10 para R$ 2,50, mesmo assim, alguns usuários reclamam do valor. ‘‘O preço ideal seria R$ 1 por eixo’’, disse Waldemiro Fender. Para o mecânico Ivam José Scremin, a redução foi boa mas o ideal seria baixar ainda mais. ‘‘A taxa ainda pesa no bolso de quem passa sempre por aqui’’, reclama.
Para o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Carga do Estado do Paraná (Setcepar), Sérgio Malucelli, agora o valor do pedágio está dentro do aceitável. A preocupação agora, segundo Malucelli, passou a ser a redução dos investimentos por parte das concessionárias nas rodovias. ‘‘O governo do Estado atendeu à nossa reivindicação reduzindo em 50% as tarifas, mas queremos que os investimentos de recuperação nas estradas continuem em um nível aceitável’’, disse.

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