REDUCÃO DE RISCO - Máscara contra pombos
O mau cheiro provocado pelo excesso de fezes de pombos no Bosque Central de Londrina levou duas orientadoras de trânsito da Zona Azul a tomar uma medida radical: usar máscara para proteção contra o odor forte e para reduzir o risco de doença. A ideia agradou à coordenação da Zona Azul, que no dia seguinte determinou que todos os orientadores passassem a utilizar o equipamento de proteção quando estivessem trabalhando nas proximidades do Bosque. A iniciativa partiu da orientadora Maria José Meirele, 25 anos, que no início da semana foi escalada para trabalhar num setor da Avenida Rio de Janeiro que sofre com a superpopulação dos pombos. Ela contou que no primeiro dia foi difícil suportar o forte odor. Nem consegui respirar direito, comentou. Foi então que resolveu comprar, a R$ 0,35, uma máscara, semelhante às que vêm sendo usadas no mundo todo para proteção do vírus da Gripe A (H1N1). O exemplo foi seguido por uma amiga sua. A adoção do equipamento foi defendida pela infectologista infantil Jaqueline Capobianco, que disse tratar-se de uma boa forma de proteção contra doenças provocadas pelo fungo presente nas fezes dos pombos. Ela explicou que o micro-organismo fica suspenso no ar, principalmente em áreas de grande movimento como o Bosque, e pode ser inalado por quem passa ou permanece no local. O fungo pode provocar doenças como meningite e pneumonia e é um risco principalmente para quem está com o sistema imunológico comprometido.
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