O novo plano tem sido alvo de críticas. Os servidores temem que a redução da rede dificulte o acesso aos serviços para os funcionários que não trabalham nas cidades com hospital credenciado. ‘‘O governo devia melhorar o IPE e pagar os hospitais já credenciados’’, diz a coordenadora-geral do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sindijus), Roseli Colussi. Hoje, o IPE mantém convênios com aproximadamente 260 hospitais e 600 clínicas e laboratórios em todo o Estado. A Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), por sua vez, acha que o SAS é inviável tanto técnica como financeiramente. Os valores são considerados insuficientes. São R$ 16,50 per capita no Interior e R$ 18,00 na Capital.
Os hospitais, no entanto, poderão credenciar outras unidades, caso julguem necessário. O diretor do Hospital Evangélico, Charles London, que vai atender 136 mil servidores de Curitiba e região metropolitana e Litoral, irá contratar mais 120 funcionários, sendo 70 médicos, e está refomando o antigo prédio da Faculdade de Medicina para abrigar o ambulatório que atenderá os servidores. Ele calcula que a demanda vai crescer 100%, passando de mil para 2 mil atendimentos por dia.
Como ele, o presidente da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho, Emmanuel Gonçalves Vieira, também pretende ‘‘primeiro avaliar a demanda das outras cidades para decidir se há necessidade de fazer convênios com outros estabelecimentos’’. A região de Jacarezinho ficou responsável por 13 municípios, num total de 14 mil usuários.

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