Um acordo fechado ontem entre a direção da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal) e a Secretaria Municipal de Saúde pode evitar o fechamento de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Infantil, anunciado na última sexta-feira. A prefeitura decidiu mais que dobrar o repasse mensal feito à instituição para ajudar no custeio de profissionais.
Segundo a secretária de Saúde, Josemari de Arruda Campos, o auxílio que era de cerca de R$ 18,6 mil passará a ser de R$ 38,4 mil por mês. Isso representa R$ 320,00 por plantão para cada médico intensivista, valor idêntico ao concedido ao Hospital Evangélico (HE) já em novembro do ano passado. A secretária lembrou que o reajuste à Santa Casa já estava programado para ser discutido no mês que vem, mas foi adiantado devido ao anúncio do fechamento dos leitos.
A medida reduziria de 10 para 5 o número de vagas na UTI neonatal, que atende bebês de até 28 dias. O superintendente da Iscal, Fahd Haddad, afirmara que iria desativar os leitos a partir do dia 1º fevereiro, data em que cinco plantonistas da UTI Infantil deveriam se desligar do hospital. O motivo seria a baixa remuneração, que acabara forçando os profissionais a migrarem para outras instituições cujo salário era mais compensador. ''Fizemos o que cabia a nós. Agora a Santa Casa é que terá que negociar com os médicos'', assinalou Josemari.
Ontem à noite, Haddad se reuniria com os intensivistas para apresentar os novos valores oferecidos pelo Município. ''Vamos tentar convencê-los a não sair'', disse o superintendente à FOLHA, à tarde. ''Só não sei ainda qual o nível de compromisso deles com outras instituições, se vão poder trabalhar lá e aqui. Se não conseguirmos segurá-los, vamos ter que buscar outros profissionais. Não queremos fechar nenhum leito'', afirmou.

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