Israel Reinstein
De Curitiba
Uma equipe do Ministério da Saúde está realizando um projeto inédito para combater a dependência por drogas injetáveis. Estimulando o consumo de drogas mais leves no lugar das injetáveis, técnicos de saúde estão tentando convencer aquelas pessoas, cujos tratamentos convencionais não têm apresentando resultados favoráveis. ‘‘A simples abstinência nesses casos não tem feito com que os usuários deixem de consumir’’, afirma a psicóloga Cristiana Mueller, que coordena o projeto Rede Sol, do governo federal.
O projeto prevê que os usuários troquem gradativamente as drogas que consomem, por outras cujos danos ‘‘seriam menores’’. O ministério denomina este trabalho como redução de danos. O foco de atuação é os dependentes de cocaína.
Para fazer com que larguem a cocaína, os usuários recebem informações sobre os danos da droga e da possibilidade de contaminação pelo vírus da aidas, em função do partilhamento de seringas. A psicóloga explica que o trabalho, que iniciou em fevereiro, pretende resgatar a cidadania do depedente químico, fazendo com que ele se reintegre à sociedade. Os redutores de danos (como são chamados os profissionais de saúde) agem intermediando o acesso ao tratamento.
Cristina conta que durante este período de transição, alguns dos dependentes continuam consumindo drogas. Ela explica que a troca de entorpecentes pode, num primeiro momento, não significar o abandono do consumo.

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