Prefeitos de pequenos municípios da região de Maringá estão revoltados com a redução do número de Autorização de Internamento Hospitalar (AIHs), determinada pelo Ministério da Saúde (MS). ''Trabalhávamos dentro do limite. Daqui a pouco teremos que assumir mais esse encargo'', reclamava ontem o prefeito de Ivatuba (38 km a oeste de Maringá), Vanderlei Santini (PPB), presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep).
Ele cita a própria condição para reclamar do corte. ''Ivatuba tinha 40 AIHs, que caíram para 19 nos últimos anos e agora devem ficar em nove autorizações'', lamenta. O mais grave, na visão de Santini, é que o Ministério da Saúde não fez nenhuma previsão de mais esse corte. ''Tudo foi decidido na calada da noite'', desabafa. O problema, segundo Santini, é que com mais esse corte, não terá como manter nem o atendimento básico oferecido hoje.
O secretário de Saúde de Marialva (17 km a leste de Maringá), Antônio Carlos Nardi, presidente do Conselho de Secretários de Saúde da Amusep, explica que a redução se deve ao trabalho ''preventivo'' implantado pelo governo federal nos últimos cinco anos.
Para montar os chamados ''Médicos da família'', o MS reduziu em meio por cento o número de AIHs para cada município.

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