O presidente da CMTU, Wilson Sella, diz que considera o serviço de ônibus do município ''bom'', mas acredita que a abertura de uma licitação no setor, prevista para ocorrer até o final do ano, deve corrigir as falhas. ''Mais ônibus e mais estrutura implicam em maiores custos. A redução da tarifa só será possibilitada se houver maior número de passageiros. Pelo sistema de catraca eletrônica, por exemplo, seria possível cobrar tarifas mais baratas fora dos horários de pico, o que atrai usuários'', argumenta Sella. Ele também lembrou que a cobertura de pontos é responsabilidade do poder público. Segundo ele, nos próximos seis meses devem ser providenciados 50 coberturas a cada 30 dias.
A diretoria da Francovig (uma das empresas responsáveis pelo transporte coletivo) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que cumpre todos os horários, itinerários e a cota de ônibus em circulação acordados com a prefeitura, e que eventuais queixas podem ser feitas diretamente à empresa.
O gerente da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), Gildalmo de Mendonça, afirmou que a CMTU é responsável pela determinação do número de veículos e linhas em circulação e que a empresa está aberta às críticas. ''A satisfação do usuário é nossa maior preocupação'', afirma.
''Lotação é normal em transporte coletivo, seja em ônibus, metrô ou trem'', afirmou Mendonça. ''Quanto ao aumento da tarifa, é importante lembrar que o passe subiu em todo o Brasil e que cidades com porte semelhante ao de Londrina, como Ribeirão Preto (SP), têm tarifas parecidas. Houve uma reação exagerada ao reajuste'', argumentou.

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