Redome totaliza 1,6 milhão de cadastros
O número de doadores voluntários de medula óssea tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Enquanto em 2000 o Registro Nacional de Doadores (Redome) totalizava apenas 12 mil inscritos, atualmente há 1,6 milhão de cadastros. No início da década, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no Redome. Hoje, o percentual subiu para 70%. As informações são do site do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
O País totaliza 61 centros para transplantes de medula óssea e 17 para transplantes com doadores não aparentados. A média de procedimentos é de dois transplantes com doadores não aparentados e sete transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si mesma) e com doador aparentado mensais.
Para se cadastrar como doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. O candidato deve procurar o Hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).
Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome E, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral e requer internação de, no mínimo, 24 horas.
Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.
É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3207-5238 ou envie um e-mail para [email protected]. (C.A.)





